A CVR DO ALENTEJO
Embora o Alentejo seja zona tradicional de produção de vinho desde o tempo das presenças romana e fenícia, foi apenas em 1989 que a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foi estabelecida, com as primeiras regulamentações das primeiras denominações de origem alentejana. O espírito empreendedor rapidamente se disseminou para apresentação de vinhos modernos e atraentes que conquistaram adeptos em todo o país e também no estrangeiro.
A CVRA compreende o território de três distritos – Évora, Beja e Portalegre e em todos se encontra fruta farta e cepa consistente, mesmo que os solos sejam bastante heterogéneos, variando da grande planície alentejana aos afloramentos de barro, xisto ou granito.
A introdução de novas castas (Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah), juntando às mais tradicionais utilizadas há gerações (Aragonez, Trincadeira, Rabo-de-Ovelha), deu novos aromas e consistências a uma enologia moderna e inovadora. Todavia, para ser um vinho DOC Alentejo há preceitos a cumprir – além de um limite de produção por hectare, há castas obrigatórias na elaboração de produtos vitivinícolas, que devem representar, isoladamente ou em conjunto, um mínimo de 75% do lote final.
Todos estes factores contribuem para vinhos de excelência, equilibrados, onde o sol, por vezes inclemente com as gentes, beneficiam a doçura da fruta.
A CVRA conta com cerca de 263 produtores que fazem alquimia de cepas em cerca de 20,800 hectares, e cada um desses hectares consegue produzir 7,625 quilos de uvas de diferentes castas. Estes números representam cerca de 23,5% do total da produção nacional.
Em valor, a CVRA detêm cerca de 45% de quota de mercado, fazendo do Alentejo a região líder no mercado nacional na categoria de vinhos engarrafados de qualidade com classificação DOC. A excelente relação qualidade-preço também talvez não seja alheia a esta realidade, já que uma garrafa de Vinho DOC Alentejano custa, a retalho, uma média de 2,77€,
A exportação é uma nova conquista – tanto para dentro da União Europeia (30%), como para o resto do mundo (70%), sendo que os principais mercados de exportação são Angola, Brasil, China, Canadá e Suíça.
O Alentejo povoa-nos o imaginário – sejam as planícies a perder de vista, o silêncio apaziguador, o calor das gentes ou a mesa farta. O vinho alentejano faz parte desse imaginário. Plantas tratadas pelas mãos de quem sabe, fruta adocicada pelo sol e um empreendedorismo que vai além-fronteiras são garante mais que suficiente para vinhos de qualidade excecional.
Xana GPC3º


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